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10 de ago. de 2013


Tio Patinhas e os caçadores de aventura retornam em aventura remasterizada para download.

Desenvolvedora: WayForward
Lançamento: 2013
Distribuidora: Capcom
Suporte: 1 jogador, legendas em português
Gênero: Plataforma
Console: XB360, PS3, WIIU, PC
NOTA: 8,0

Considerações
"DuckTales Remastered" cumpre com louvor sua missão: resgatar o clássico do Nintendinho, dando um belo tapa no visual e trilha sonora.


Para alguns, o alto grau de dificuldade e o design arcaico podem incomodar, assim como a falta de mais conteúdo extra inédito, mas nada disso é motivo para diminuir o sucesso do trabalho da parceria entre Capcom e WayForward.


PONTOS POSITIVOS
Lindos gráficos
Gráficos sempre são ponto alto nos jogos da WayForward e não é diferente aqui em "DuckTales": os antigos sprites quadradões dão lugar a belíssimos e coloridos desenhos com boas animações - que lembram bastante o desenho animado!

O casamento com cenários refeitos em 3D pode causar estranhamento em alguns, mas não confundem nem atrapalham o jogo.

Controles afinados
Uma vez que "DuckTales" preserva a alta dificuldade da obra original, é importante manter os comandos igualmente em dia.

Aqui vale comentar as diferenças entre os controles de cada videogame. O direcional digital do Xbox 360, por exemplo, não é do mais práticos para jogos 2D, enquanto as alavancas analógicas do Wii U (tanto do GamePad quanto do Pro Controller) não foram muito bem calibradas.

Ainda assim, no que compete ao game, as respostas são rápidas o bastante - ainda que pudessem ser mais ágeis.

Um feliz ajuste foi feito na mecânica de 'pogo', que faz Tio Patinhas usar sua bengala para pular pelo cenário: no NES era necessário pular apertar para baixo e em seguida o botão de ação, enquanto no remake basta apertar o botão de ação durante o pulo - aliás, como já acontece em "DuckTales 2", do NES. Para os puristas, é possível optar pelo esquema antigo.

Nostalgia na medida
Um grande risco em remakes é o de mudar demais (ou não mudar nada!) e perder a identidade. "DuckTales Remastered" fica longe disso, equilibrando novidades bacanas com elementos que pouco mudaram.

Por exemplo, este remake conta com uma fase de introdução, para apresentar melhor a história e os controles, e um novo estágio final. Um mapa, animações simples com gráficos do jogo e conteúdo extra para comprar com o dinheiro recolhido nas fases são exemplos dessas novidades.

Porém, tudo isso vem lado a lado com as mesmas trilhas memoráveis (dá para optar também pelas músicas do NES), fases do antigo cartucho e estilo de jogo.

PONTOS NEGATIVOS
Poucos extras
Fases novas são bacanas, assim como a possibilidade de habilitar artes conceituais do game, mas ainda fica um gostinho de 'quero mais' em "DuckTales Remastered".

Por exemplo, estamos falando de um jogo baseado em um desenho famoso, por que não incluir alguns trechinhos dele? Ou talvez outras skins para o Tio Patinhas?

Talvez seja pedir demais, mas ficam as sugestões para uma eventual versão "Remastered" de "DuckTales 2".

Sem dublagem em português
A Capcom já tornou norma ao menos legendar em português seus principais jogos dos últimos e próximos meses (ainda que "Monster Hunter 3 Ultimate" e o novo "Strider" estejam aí para me contrariar) e "DuckTales" apresenta uma tradução primorosa.

Os nomes do desenho estão lá corretíssimos, assim como algumas expressões - ainda que o "Baboseira" como 'palavra mágica' do Robopato tenha passado absolutamente batido.

Ainda assim, este é um caso específico em que faria muita diferença ter as clássicas vozes em português. Os diálogos dublados em inglês são excelentes, mas, convenhamos, é um desenho que fez sua fama aqui no Brasil com as vozes em português.

Ao menos, bem que a música tema em português (que é bem diferente da original) poderia aparecer em alguma parte do jogo.

Entendo que é difícil conseguir e até mesmo justificar este tipo de investimento para um título de apelo limitado, uma vez que é distribuído somente via download, mas a dublagem brasileira é muito ligada ao desenho e acaba fazendo falta.

CONFIRA OUTRAS ANÁLISES.

Análise - Game & Wario


Wario estrela coletânea de minigames malucos que fazem uso do Wii U GamePad.

Desenvolvedora: Nintendo
Lançamento: 23/06/2013
Distribuidora: Nintendo
Suporte: 1 jogador
Gênero: Party
Console: WIIU
NOTA: 5,0

Considerações
"Game & Wario" oferece uma quantidade razoável de minigames e experiências diferentes para viver com o GamePad do Wii U, mas é uma produção rasa demais. Dentre os 16 jogos disponíveis, poucos são realmente criativos e empolgantes.

Em comparação a "Smooth Moves", título da série lançado em 2006 para o Wii, fica um sentimento de frustração: "Smooth Moves" fez um trabalho incrível de demonstrar as funções e possibilidades do Wii Remote, enquanto "Game & Wario" não consegue fazer isso com a mesma qualidade para o GamePad.


Verdade seja dita, "Game & Wario" é um título que faria excelente companhia a "Nintendo Land" caso viesse junto com o Wii U, demonstrando bem as várias funções do aparelho. Porém, vendido como um jogo separado, fica difícil justificar a compra.

PONTOS POSITIVOS

Ideias criativas

Como já seria de se esperar de um título da série, "Game & Wario" traz ideias inovadoras e empolgantes.

Um dos melhores minigames, o "Taxi", mostra na TV um mapa 3D, como se fosse uma bonita miniatura, enquanto a telinha do GamePad mostra a visão do motorista do carro, propiciando experiências, perspectivas e utilidades distintas.

"Gamer" funciona como um exercício de metalinguagem: o personagem está jogando um minigame e você deve vencer o mesmo joguinho no GamePad, mas ficando de olho em outros eventos na TV.

Outro que brilha é "Shutter", que transforma o controle em câmera fotográfica e oferece um bom desafio.

Outra excelente criação é um minigame que usa a rede social Miiverse como plataforma. Você deve selecionar um tema e desenhá-lo em poucos segundos. Depois, é possível sugerir outros temas para o game e conferir os desenhos enviados no próprio Miiverse.

PONTOS NEGATIVOS

Poucos minigames

Ainda que "Game & Wario" apresente um punhado de ideias bacanas, o sentimento geral com o título é de frustração. As experiências são rasas, curtas e passageiras e no limitado cardápio de 16 joguinhos há poucas ideias realmente brilhantes.

"Arrow", o primeiro minigame, é um desajeitado jogo de tiro ao alvo com o GamePad, enquanto "Ashley" é um jogo 2D bem simples em que você deve virar o controle, como se fosse um volante, para mover a personagem - lembra uma imensidão de jogos na mesma pegada disponíveis para telefones celulares.

"Bowling" é um boliche empolgante, mas que não permite usar o mais intuitivo Wii Remote para jogar, tal como em "Wii Sports", enquanto "Bird" é uma nova versão do simplório "Pyoro", de versões anteriores da série.

Note que não reclamo que os jogos são ruins. Pelo contrário, são todas atividades polidas e envolventes, mas é muito pouco. Para uma seleção tão pequena de minigames, seria de se esperar que eles fossem um pouco mais complexos - ou então que aparecessem em maior quantidade.

Jogando em turma a diversão flui mais fácil, graças às risadas proporcionadas pelos personagens, mas nada que chegue perto da empolgante confusão que causava "Smooth Moves" e suas poses nada convencionais.

CONFIRA OUTRAS ANÁLISES.