5 de abr de 2013





Com herói operário, game é novo começo para franquia de tiro e ação da Capcom.

Desenvolvedora: Capcom/Sparks Unlimited
Lançamento: 27/08/2013
Distribuidora: Capcom
Suporte: 1 jogador, multiplayer online
Gênero: Third Person Action
Console: X360, PS3, PC
NOTA: 7,0

Considerações
"Lost Planet 3" não tem cenários extremamente bem desenhados. O jogo não inova seu gênero e faz pouco para distanciar-se dos vários outros shooters em terceira pessoa lançados nos últimos anos - mas tem alguns pontos fortes que fazem dele uma experiência recomendável.

Oferecendo uma narrativa pessoal surpreendentemente envolvente, o game prende a atenção por causa de seu herói carismático e por reproduzir mecânicas já conhecidas pelos fãs de maneira consistente.

Algumas falhas de execução, como problemas nos tiroteios, decepcionam, mas não o suficiente para invalidar os méritos do jogo.

Pontos Positivos

Narrativa pessoal envolvente

"Lost Planet 3" não apenas abandona o estilo de jogo 'arcade' de seu predecessor, como também muda completamente de foco. Agora, ao invés de batalhas em cima de batalhas contra monstros, o destaque é a trajetória pessoal de Jim Peyton.

Surpreendentemente carismático, o protagonista é o acerto que mantém os jogadores interessados ao longo da aventura. Preocupado apenas em enviar dinheiro para sua mulher e filho que ficaram na Terra, ele acaba envolvendo-se em uma trama muito mais perigosa do que uma simples batalha contra os Akrid.

Ao longo das horas, os jogadores assistem ao herói lidando com a saudade de casa, trocando mensagens em vídeo com sua esposa - e esse toque pessoal é uma adição muito bem-vinda à série.

Jogabilidade 'dupla'

O fator que separa "Lost Planet 3" do elemento mediano de seu gênero é a existência da mecanotriz - um enorme robô que atua como um parceiro para Jim Peyton ao longo de sua jornada.

O herói usa a mecanotriz para navegar pelo mundo e até mesmo lutar, e apesar da falta de agilidade do robô deixar os embates truncados, a sensação de poder que ele passa é bastante satisfatória. Um bom exemplo disso é uma cena em que, no poder de sua mecanotriz, Peyton destrói com facilidade um inimigo com o qual ele tinha sofrido muitas dificuldades minutos antes.

Mesmo quando está fora do veículo, Peyton demonstra certa dependência dele. Caso o jogador se afaste muito da mecanotriz (algo que ele é obrigado a fazer constantemente), ele fica fora do 'alcance umbilical' dela e, assim, perde acesso a informações em sua interface de jogador, como radar e número de balas restantes.

Essas mecânicas fazem da mecanotriz de Peyton muito mais importante do que os Vital Suits de "Lost Planet 2", que eram descartáveis. A relação entre o herói e seu robô ajuda "Lost Planet 3" a ter uma identidade própria.

Multiplayer

Com uma série de estágios em que jogadores devem enfrentar-se em busca da conquista de objetivos, o modo multiplayer de "Lost Planet 3" oferece uma oportunidade para colocar as armas da campanha em teste contra inimigos mais inteligentes do que os Akrid.

O sistema de progressão livre é um ponto elogiável do modo, por permitir que os usuários adaptem seus personagens aos seus estilos preferidos de combate.

Pontos Negativos

Mundo pouco interessante

Em teoria, "Lost Planet 3" se passa em um mundo aberto. Mas há poucos motivos para explorá-lo fora das missões principais além da promessa de créditos adicionais. E fazê-lo não é exatamente uma atividade empolgante.

Os cenários do jogo são extremamemente parecidos uns com os outros, e confundí-los não é algo condenável. Texturas são reutilizadas a todo momento, e mesmo que não fossem, já seria difícil distinguir uma caverna congelada da outra.

Há ainda um agravante: as missões opcionais, que teoricamente serviriam para motivar o jogador a explorar E.D.N. III, são simplórias e banais.

Inimigos burros

Existem diversos tipos distintos de Akrid que Peyton deve enfrentar ao longo de sua jornada. Alguns deles têm resistentes carapaças protetoras. Alguns voam, enquanto outros têm como ponto forte sua agilidade. Mas todos compartilham de uma burrice uniforme.

O combate contra um tipo específico de inimigo é sempre igual ao longo de toda a aventura. O grande problema disso é que, nos modos de dificuldade mais elevados, as batalhas demoram, e rapidamente tornam-se repetitivas e frustrantes.

Para piorar, não é incomum que inimigos comportem-se de maneira errática, ficando travados em pontos do cenário sem motivo aparente, apenas esperando os golpes de misericórdia do protagonista.

Confira outras análises.
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